quarta-feira, 25 de março de 2009


Prefiro pensar que o problema é comigo - que sou eu que atento demais aos meus instintos, e sinto essa solidão e carência sem motivos aparentes. Ligo o som, desligo a visão, e espero que o telefone toque, espero que algo aqui dentro seja tocado, pelo bem ou pelo mal. Se não houvesse tanta subjetividade em mim, em nós, talvez as coisas se fizessem mais fáceis, mas ao pé de quase "onze meses" me sinto ainda um embrião, me pego precisando do seu afeto vinte e cinco horas por dia - um absurdo de dependência.
Mas eu não sei ser de outro jeito, eu não sei ser menos e tampouco querer menos; tenho medo que isso venha a lhe sufocar um dia, tenho medo desse meu extremismo. E nesse labirinto de temores e necessidades, me lembro da sua leveza, que bem que poderia acalmar meu dia - mas, pelo contrário, só reforça o chumbo que há em mim.

Bruna. Brandão.

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