Moço de riso prateado, gigante. Coração maior ainda. É você então, parte de mim já tem tempos e não me vejo nesse mundo de letras de forma que não me esbarre em ti. Desde que me conheço em silêncios, fazes parte de todos os meus momentos.
Sinto raiva da vida de tudo que te inibe o sorriso. Tuas palavras, sempre tão divertidas, tornam-se as vezes ácidas. Saudade desconhecida. Angústia que me toma e insignificância minha, por não poder fazer nada a respeito, por não saber como te aliviar, por não ter as palavras certas pra te cantar e não ter a luz no fim do teu túnel, algo que possa te guiar.
Embora nunca tenha escondido o tamanho do orgulho que carrego e que é visível, basta ver meus olhos que brilham sempre que falam teu nome, sempre que contam tuas bravuras e tuas artes também, que perco de vista quando tento recontá-las. Minha memória fraca, oposto da tua, impede que recorde de todas tuas artimanhas, mas as poucas que recordo valem por toda uma vida.
Peço que teu sorriso continue estonteando, que tu vejas propósitos além daquilo que te machuca e que a vida se torne mansa. Uma brisa suave nos pampas, balançando melodia nas folhas secas de um inverno que não começa..
Sem clichês, deixo-te meu silêncio.
Um respeito gigante e meu cariho admirável.
Eis uma frase que li e lembrei de ti:
"..Tu és menino de riso fixo, riso fácil. Assobia pelas ruas desse mundo que te trai e cantarola toda tua felicidade de menino de rua, de menino livre. És menino de sorriso de papelão e esse teu sorriso foi um dos mais bonitos que colhi pra minha coleção.."
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