
Sempre tive uma versão de ti como meu segundo heroi maior. Lembro daquela boca que pouco falava, o olhar que tudo me dizia, o sorriso que suava a leveza das saudades escondidas, de um passado que foi bom, restos da tristeza de um presente que seria diferente se as coisas tivessem tomado outro rumo, outro prumo, outro fim. Os domingos acredito eu, teriam sabor diferente, daquele sentimento que nunca morre, com risos de crianças que nunca crescem e de abraços de amigos que nunca se separam. Hei de entender as respostas da vida, um dia, porque das perguntas já estou farta.
Sentei e chorei calada, por dentro. È que vejo em você a versão de meu herói maior. Que nunca o vi com ombros arriados, com rosto cansado e a versão de frágil estampada no rosto. Não. Tuas lágrimas, se tivessem existido em algum momento da tua vida, foram derramadas escondidas, debaixo de uma coberta, talvez, ou sabe lá aonde guardou tudo aquilo. Mas separados por uma saudade em comum, que ninguém nunca fala.
Doeu,confesso. As vezes muito, outras vezes bem de leve, pela certeza de que até as muralhas podem cair, podem precisar de reparos, podem precisar dormir. Descansar, apenas. Nada de desmoronar de vez, de não ter conserto. É nisso que me prendo: na certeza de que você é tão forte e impenetrável e indestrutível quanto o meu herói.
"Ó estrela não deixe de brilhar
Mesmo que tão longe sei que ela está lá
Mesmo que eu não te veja
Posso sentir quando pensa em mim
É como não ver o sol
Mas ter certeza que está lá. (..)
Queria saber voar
Pra lá do alto poder ver você
Te ver sorrir, te ver sonhar
Coisas lindas quero te dizer"
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