
Hoje o mar amanheceu com poucas ondas. Flocos de algodão espalhados, um sol mais tímido que se esconde e aparece e se esconde e reaparece e volta a se esconder. E conto que "to cansada desse clarão todo e confesso que sinto saudades do cinza, da chuva, da umidade. Não pode ter festa no céu todo dia! É preciso de um mínimo de nostalgia, de um punhado de melancolia para que se complete a beleza de ser diferente, para que se tenha saudade do azul, do amarelo, da imensidão. Da altitude. Ultimamente tenho preferido a claustrofobia de um céu baixo, um teto sujo de nuvens e uma cama comprida, uma dose extra de preguiça e uma boa companhia.
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